Killifish. Um nome um tanto curioso e enganador,
à primeira vista. Nem predadores ferozes nem
feras territoriais, os killifishes são pequenos peixes
dulcícolas que, sobretudo, compartilham a
característica de habitar pequenas coleções de água
como riachos, igarapés e até mesmo diminutas
poças temporárias de chuva.
É uma palavra de origem holandesa – killi significa
riacho, ou seja, peixes de riacho. Essa discriminação
se estendeu a todos os peixes que ocupam esse
nicho
na natureza, com características morfológicas, comportamentais e reprodutivas semelhantes.
Os killis pertencem à ordem dos cyprinodontideos,
que engloba uma infinidade de gêneros e espécies
pelo mundo, distribuídos em quase todas as
regiões de clima tropical e temperado do planeta.
Em geral são peixes pequenos e muito coloridos,
com formas e padrões de cores entre os mais belos.
Vivem, geralmente, em ambientes saturados de
material orgânico em decomposição e com
pouquíssimo oxigênio diluído na água. Muitos
acreditam, erroneamente, que se tratam de
anabantídeos mas, diferentemente dos peixes do
mesmo grupo dos betas, os killis não possuem
o labirinto, órgão adaptado a retirar oxigênio do ar.
Os killis podem ser divididos em três grupos
– anuais, não-anuais e semi-anuais – de acordo
com
as suas características reprodutivas.
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